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Alimentação e Saúde Mental


Como aquilo que comemos pode interferir em nosso humor


Nossa alimentação está diretamente ligada à qualidade de nossa saúde mental. Isso porque a perda da capacidade de regular adequadamente processos inflamatórios – que pode ser desencadeados por diferentes formas de estresse físico ou mental –  parece estar associado a um funcionamento inadequado dos sistemas neurais. Há também indícios preliminares de que pacientes cujo sangue apresenta altos índices de marcadores inflamatórios respondem de maneira menos adequada aos medicamento usualmente empregados na psiquiatria.

E a verdade é que atualmente nos alimentamos principalmente de alimentos inflamatórios.

É possível estimarmos nosso estado de micro inflamação através de substancias chamadas biomarcadores inflamatórios. PCR, fibrinogênio, homocisteína, entre outros, podem ser medidas através de um exame sangue comum e seus níveis podem indicar o quanto um organismo se encontra inflamado.

O aumento do consumo de industrializados, açúcares, amido, laticínios, entre outros, está diretamente ligado ao aumento desses biomarcadores no sangue.


Inflamação


O processo inflamatório por si só não é um evento negativo. Na verdade a inflamação é um mecanismos de defesa do organismo. No entanto, ela deveria ser um evento pontual e limitado. Quando nos expomos a hábitos de vida pouco saudáveis, estamos expondo nosso organismo a agentes agressores constantes, o que cria um microambiente pró-inflamatório.

Em relação ao nosso cérebro, altos níveis de moléculas inflamatórias, como o cortisol por exemplo, levam a uma redução da produção de serotonina, principal neurotransmissor associados à depressão. Além disso, substâncias neurotóxicas circulantes influenciam diretamente a rede de neurônios envolvidas no humor.


Mudando hábitos


Identificar e intervir nos fatores desencadeantes da microinflamaçao é fundamental para alcançar saúde e bem estar. Diversos estudos tem demonstrado a influência de hábitos e estilo de vida – entre eles a alimentação – no perfil inflamatório, portanto, nossa dieta tem tudo a ver com a saúde da nossa mente.

Em linhas gerais, a adoção de hábitos alimentares saudáveis implica numa redução da ingesta de gorduras trans e saturadas associada ao aumento do consumo de frutas, hortaliças e cereais integrais.

É claro que nem sempre é simples reinventar nossos hábitos e é importante contar com ajuda nesse processo, mas o primeiro passo é sempre o desejo de mudança. Permitir-se ser a melhor versão de si mesmo e descobrir seu potencial escondido debaixo de toda essa inflamação vai te surpreender!

Ou você não está curioso para saber o quão incrível sua vida pode ser se você tiver uma saúde plena? Um organismo desinflamado funciona melhor, suas glândulas trabalham melhor, a produção de serotonina melhora, a produção de melatonina melhora, o sistema imune melhora e consequentemente seus níveis de felicidade, qualidade de vida,  sono e energia também melhoram.

Isso pode não ser a cura para todos os males, mas certamente é um de seus componentes.

Procure alimentar-se daquilo que a terra nos traz. Você não precisa abrir mão do prazer, mas pode inventar pratos saborosos feitos de alimentos naturais. Abdicar dos enlatados, empratileirados e derivados de animais pode ajudar você a multiplicar sua saúde física e mental e viver mais próximo do que você nasceu para ser: feliz.



Referências:


CARVALHO, L.A. et al. Inflammatory activation is associated with a reduced glucocorticoid receptor alpha/beta expression ratio in monocytes of inpatients with melancholic major depressive disorder. Translational Psychiatry. 14 jan. 2014.

SOUZA, D.M. et al. Blood mononuclear cell proteome suggests integrin and ras signaling as critical pathways for antidepressant treatment response. Biological Psychiatry. 6 fev. 2014.

AGUIAR, Carlos Clayton Torres et al. Esquizofrenia: uma doença inflamatória?. J. bras. psiquiatr. [online]. 2010, vol.59, n.1, pp.52-57. ISSN 0047-2085. http://dx.doi.org/10.1590/S0047-20852010000100008

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